domingo, 18 de fevereiro de 2018

Opinião

É bom "jair" explicando

Por Erasmo Firmino, o Tio Colorau

É bom “jair” explicando por que nunca obteve sucesso na carreira profissional que escolheu, a de militar;

É bom “jair” explicando os bens incompatíveis com seus rendimentos;

É bom “jair” explicando por que prega o discurso apolítico e vive unicamente da política desde 1988, ou seja, há 30 anos;

É bom “jair” explicando os vários casos de insubordinação no curto período em que trabalhou no Exército, inclusive sendo preso;

É bom “jair” explicando por que critica tanto a atividade sindicalista, se a exerceu nos tempos de Exército;

É bom “jair” explicando por que critica as oligarquias se apadrinhou a campanha dos três filhos que ocupam cargos eletivos;

É bom “jair” explicando muita coisa nesse discurso populista cheio de contradições.

Erasmo Carlos Firmino é servidor público estadual, bacharel em Direito e blogueiro.

Fonte: www.tiocolorau.com.br.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Futebol

Encantos e desencantos

Estimulado por amigos, ainda pequeno passei a torcer pelo Clube de Regatas Vasco da Gama. Numa época de pouca tecnologia a serviço da comunicação social e de muita miséria pelo Nordeste brasileiro, cresci ouvindo os jogos do Vasco pelo rádio, e apenas vez por outra tinha o prazer de ver o time da cruz de malta na televisão, que até muitos anos da minha vida era a de algum vizinho ou de algum conhecido, que financeiramente era mais abastardo.

No dia seguinte ao de cada rodada do Campeonato de Futebol do Rio de Janeiro, ou do Campeonato Brasileiro, ou de outra competição da qual o Vasco estivesse participando, eu ouvia logo cedo a resenha esportiva da Rádio Rural, apresentada dentro de um jornal diário, e perto das 13 horas ainda corria para alguma residência próxima para assistir a um conhecido programa esportivo, no intuito de novamente saber as notícias do futebol e, de modo particular, do meu Vasco.

Cultivei o hábito ao longo da vida. Sempre que posso, vejo as partidas do Vasco pela televisão e ainda acompanho de perto o noticiário em torno dele.

Em casa, quando infantil, meu tio Severino costumava me levar para assistir a partidas do futebol amador, pois ele, Teixeirinha e meu tio-avô Dedé (ou Bode Velho) eram alguns dos que conduziam com muita dificuldade mas com muito amor o futebol amador em Messias Targino. O problema era que ele era torcedor do Corinthians e no Rio de Janeiro esboçava um apreço pelo Botafogo. Mas, até por profundo respeito a ele, nunca sequer discutimos por isso.

Para um torcedor apaixonado, a melhor música para os ouvidos é o hino do seu clube de coração bradado após cada conquista. Foi assim, por exemplo, em 1982, quando o Vasco derrotou o Flamengo por 1 a zero num Maracanã abarrotado de gente, na final do Campeonato de Futebol do Rio de Janeiro. O gol foi de Marquinhos, de cabeça, aos três minutos do segundo tempo, após cobrança de escanteio, em antecipação ao excelente goleiro rubro-negro Raul Plasma. O treinador do Vasco era Antônio Lopes.

Em 1989, com gol de Sorato na partida final, o Vasco conquistou o seu segundo Campeonato Brasileiro. O primeiro título nacional havia sido ganho em 1974, quando eu só tinha dois anos de idade e não entendia nada de futebol.

Também assisti àquela sequência histórica de conquistas do Gigante da Colina, que foi campeão brasileiro de 1997 (num ano espetacular do goleiro Carlos Germano e do atacante Edmundo), campeão do Rio de Janeiro de 1998 e campeão da Taça Libertadores da América de 1998 (ano de atuações memoráveis de Juninho Pernambucano). O técnico de tantas conquistas era Antônio Lopes, que para os dias de hoje estaria ultrapassado, segundo muitos.

No ano seguinte, 1999, o Vasco estava novamente no lugar mais alto de uma competição, conquistando mais uma vez o Torneio Rio-São Paulo.

E logo no ano seguinte, 2000, o Vasco era novamente campeão brasileiro, pela quarta vez, desta feita sobre o São Caetano.

Também chorei de alegria quando o Vasco, após terminar o primeiro tempo perdendo por 3 a zero para o Palmeiras, virou o jogo no segundo tempo e foi campeão da Copa Mercosul, pelo inacreditável escore de 4 a 3. Romário foi o condutor do Gigante naquela noite épica do Clube de Regatas Vasco da Gama.

Em 2011, chorei disfarçadamente após a conquista da Copa do Brasil pelo Vasco. Disfarcei porque ao meu lado estava o meu filho mais velho, João Vítor, vascaíno por livre escolha dele próprio.

Mas a paixão pelo Vasco da Gama não vem apenas por seu futebol, que já foi tão vistoso em tempos atrás. A sua história também me prende à sua bandeira. Fundado em 21 de agosto de 1989, o Vasco da Gama despertou para o futebol anos à frente, numa época que o esporte bretão era, no Brasil, praticado apenas pelos filhos da elite econômica. Se os demais clubes do Rio de Janeiro estavam – como estão – em áreas consideradas mais nobres, o Vasco estava lá do outro lado da cidade carioca, em meio ao povão.

E foi nesse contexto que o Vasco da Gama foi o primeiro clube do Rio de Janeiro – e provavelmente do Brasil – a aceitar em seus quadros pessoas muito pobres e, principalmente, negros.

A construção de São Januário é outro marco belíssimo na história do Vasco. Como os outros clubes do Rio de Janeiro não queriam que o Gigante da Colina participasse do campeonato estadual de futebol, mesmo tendo conquistado o acesso dentro de campo, inseriram no regulamento do torneio a regra segundo a qual os times deveriam ter seus próprios estádios, para mandarem seus jogos, sob pena de exclusão. Foi então que a grande massa vascaína se uniu e, num grande mutirão, com muitas doações e com muito trabalho, construiu o Estádio de São Januário, que por muitos anos foi o maior do Brasil e até da América do Sul.

De jogadores que vestiram a camisa do clube e foram ícones no Vasco e no futebol como um todo, temos vários. Lembro-me no momento de Roberto Dinamite (pra mim, o melhor de todos), Edmundo, Romário, Pedrinho, Felipe, Geovane, Valdir Bigode, Carlos Germano, Dênner (mesmo que de curta passagem pela vida, pois morreu muito cedo), e muitos outros que se encontram registrados para sempre na história do Clube.

No entanto, desde os primeiros anos do século 21, a grande torcida do Vasco anda triste. Afora algumas poucas conquistas obtidas dentro das quatro linhas nos últimos anos, temos assistido a uma sequência interminável de péssimas administrações do clube, com resultados que se refletem diretamente no rendimento esportivo. Prova disso é que num curto intervalo de tempo o Clube teve que disputar três séries B do Campeonato Brasileiro de Futebol (segundo divisão do torneio nacional), além de ficar de fora, por anos, de competições internacionais.

Infelizmente, desde que o grupo político de Eurico Miranda chegou ao poder central do Vasco da Gama, o clube só agoniza. Arrogância, prepotência, pensamento arcaico, desrespeito à torcida, desrespeito à imprensa, falta de transparência e truculência são algumas das péssimas qualidades de Eurico e de sua turma.

Foram cerca de quinze anos de gestão quase ditatorial de Eurico Miranda, com intervalo para um breve período administrativo de Roberto Dinamite, que, se como jogador havia sido certamente o maior talento vascaíno, como gestor esportivo foi um fiasco.

Agora, a torcida como um todo esperava uma mudança, mesmo sabendo da injustiça que marca o processo eleitoral do Vasco da Gama, um amontoado de normas antigas e antidemocráticas criadas lá atrás, quando talvez lá atrás, no tempo, até se justificassem, mas que não cabem mais em dias atuais.

Em novembro do ano passado, os sócios do Vasco da Gama elegeram a chapa que tinha Júlio Brant como nome para a presidência, do qual Alexandre Campello seria o seu vice-presidente geral.

Por causa de fraudes eleitorais provadas na Justiça e que só beneficiavam o grupo – adivinhem – de Eurico Miranda, o processo eleitoral do Vasco da Gama virou um caso de polícia e quase não teve fim.

Mas, finalmente, neste dia 19 de janeiro de 2018, por determinação judicial, o Conselho Deliberativo do Clube, formado por 150 conselheiros eleitos no “primeiro turno” e 150 conselheiros natos (de cadeira cativa), elegeu o presidente da instituição.

Vencedor num primeiro momento, Júlio Brant foi traído por seu companheiro de campanha de primeiro turno, Alexandre Campello, e foi derrotado por este próprio, votando o Conselho Deliberativo, por maioria, contra a expressa vontade dos sócios e da imensa torcida vascaína.

Campello chegou sozinho à vitória? Não, de última hora se aliou ao grupo de Eurico Miranda e Euriquinho Miranda, pai e filho, mantendo no Clube a continuidade de uma gestão que só o destruiu, que só lhe fez mal.

A torcida ficou decepcionada, frustrada, irresignada, pois sabe que pelo menos os três próximos anos do Vasco da Gama serão de atraso, conservadorismo, mais do mesmo.

O golpe eleitoral sofrido pela democracia no Vasco me fez lembrar outro, também “legalizado”. E então entendi que, também no futebol, a face podre da política continua em alta.

Sei que, pelos anos vindouros, dificilmente ouvirei o hino do Vasco ao final das competições, como indicador de suas conquistas, que certamente não virão. Sei que nós, vascaínos, continuaremos a sofrer a chacota da boa rivalidade de nossos adversários, que administrativamente estão melhores do que nós, do Vasco.

Mas continuarei aqui, como sempre estive, torcendo pelo Vasco. Ganhando ou perdendo, continuarei a vestir a camisa da cruz-de-malta. Já não terei o mesmo entusiasmo de outrora, mas como torcedor sou como aquele jovem apaixonado pela mocinha: uma simples conquista, talvez, já me traga de volta.

Alcimar Antônio de Souza.

Violência

Mossoró já atinge 14 homicídios em 18 dias
Em 18 dias de 2018, Mossoró já contabiliza 14 homicídios.
Quase um por dia.
Ano passado, a conta fechou em 249.
Recorde absoluto.
Superou 2017, quando aconteceram 217 homicídios.
Texto e fonte: www.blogcarlossantos.com.br

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Reflexão

O tal respeito

Acredito em Deus, sou cristão católico e professo a minha fé perante a minha religião. Até reconheço que deveria fazê-lo melhor, com maior intensidade, mas todos os dias agradeço a Deus pelas muitas bênçãos que recebo, e diariamente peço-Lhe paz, saúde e felicidade para mim e para os meus. No entanto, respeito quem diz professar outra religião e quem até se diz ateu, agnóstico, descrente. Na verdade, até rezo silenciosamente por estes, lembrando-me sempre da parábola do pastor de ovelhas, que ficou muito feliz ao encontrar o animal perdido, cuja essência consiste no ensinamento de Jesus Cristo de que se deve buscar sempre aquela ovelha que está fora do rebanho. Enfim, respeito evangélicos, cristãos ortodoxos, cristãos anglicanos, islâmicos, ateus, etc.

Sou heterossexual e apaixonado por minha esposa. Porém, respeito qualquer opção de sexualidade de outrem, por entender que não é a sexualidade de alguém que irá definir o seu caráter. Aliás, a pessoa sem-caráter ou de mau-caráter pode ser homem, mulher, heterossexual, bissexual, homossexual, ou de outro gênero. Não concordo com o exibicionismo que se possa ter ou fazer em nome da sexualidade, seja de qual for o gênero ou opção sexual. No mais, respeito.

Etnicamente sou negro, graças a Deus, e tenho grande orgulho disso. A menor exibição ao sol até me rendeu uma cor meio parda, mas continuo negro, de sangue e de alma. Se meu bisavô Manoel Fernandes Jales era branco, a genética de minha bisavó Maria Cândida de Almeida preponderou em grande parte da descendência de nós do Junco de Cima. Meus pais não eram brancos. E, por ser negro, sofro com a pequenez daqueles que ainda acham que a cor da pele é critério diferencial, que ela determina quem é melhor ou quem é pior. Ainda sofro com o pensamento retrógrado de quem ainda escuta o chicotear na pele do negro no pelourinho armado em praça pública ou nos arredores da senzala ou da casa grande. Ainda me dói ver corriqueiramente serem noticiados na grande imprensa casos de ofensas raciais. Enfim, ainda falta, a nós negros, o devido respeito.

Sou trabalhador, graças a Deus. Aliás, venho de família humilde e de trabalhadores e na minha célula familiar tenho uma esposa que trabalha, e muito. Orgulhosamente podemos dizer que nosso pão, abençoado por Deus, é suado. E respeito toda e qualquer forma de trabalho honesto, que garanta ao seu executor não apenas o alimento, mas a própria dignidade.

Casei-me pela segunda vez, e graças a Deus tenho quatro lindos filhos, sendo três biológicos e uma decorrente da afetividade, algo hoje em dia até reconhecido pelo Poder Judiciário como elemento de constituição de parentesco.

Irrestritamente, procurei educar esses filhos com base nos valores sociais, morais e religiosos que acreditamos, ensinando sempre o que é correto, para que ao longo da vida possam diferenciar e se afastar do que é errado. Nessa educação, está inserido o respeito que se deve ter na vida em sociedade.

Vivo por eles, para eles, pensando neles, sempre agradecendo a Deus pela família que Ele me permitiu constituir. De todos os desrespeitos que podem me atingir, mais me dói aquele que vier a atingir a minha família.

E digo isso porque, nessa vida, parafraseando um velho amigo poeta e escritor dos bons, não me sinto melhor nem pior do que ninguém, mas exatamente igual.

Infelizmente, porém, ainda há aquelas pessoas que se acham melhores ou maiores do que outras. Para disfarçar, inventam subterfúgios, mas no fundo se comportam com indiferença por se acharem melhores. Outros nem disfarçam, e simplesmente se acham melhores que seus pares sociais.

Enfim, está faltando o tal respeito.

Dedico esses pensamentos vagos aos meus filhos, por quem tenho, além do amor, enorme respeito, para que ao longo da vida também se comportem com ele, o respeito, sempre na obediência ao Senhor Nosso Deus. Aliás, o respeito é próprio de quem ama, pois não se admite amor sem que haja respeito.

Em nome desse respeito, nem pisem, nem se deixem pisar; nem se sintam melhores do que ninguém, nem também menores do que ninguém, mas exatamente iguais.

De qualquer forma, perdoar é preciso, afinal, somos cristãos.

E que Deus nos abençoe!

Alcimar Antônio de Souza

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

"Justiça"

A próxima decisão
Por François Silvestre*
A próxima decisão da justiça, ouvidos todos os ministérios públicos, federal, estadual, de contas e de contos será proibir o governo de pagar os salários atrasados de quem ainda não recebeu sequer Novembro.
Venha o dinheiro de qualquer fonte, não poderá pagar.
Será uma decisão para assegurar recursos aos beneficiários dessas categorias, que “legalmente” recebem vencimentos acima do teto constitucional.
Somados todos os tipos de auxílios disponíveis no vernáculo da sabedoria.
Mas o que é um policial diante de um promotor? Nada. O que é um professor diante de um juiz? Nada. O que é um médico diante de um conselheiro de contas? Nada.
Uma coisa é o Brasil do primeiro mundo, com togas e salamaleques a desfrutarem férias em Paris e Nova York. Outra coisa é a ralé. Metida e ingrata, que não vê essa gente sofrida montando processos, fazendo julgamentos e audiências do vazio.
Suados com tanta roupa preta, que nem o ar condicionado evita o auxílio-refrigeração.
A ralé, que antigamente chamava-se povo, que se exploda.
E deixe o Brasil bacharelar-se com toda a pompa de um país do futuro. Mesmo sem futuro….
*O autor é escritor, Procurador aposentado do Estado do Rio Grande do Norte e ex-secretário de Estado na gestão da então governadora Wilma de Faria.
Fonte: www.blogcarlossantos.com.br

domingo, 31 de dezembro de 2017

Despedida

Familiares e amigos se despediram do artesão Juvenal Guilherme


Resultado de imagem para Juvenal Guilherme de França de Messias Targino-RN

Foto: internet

Neste sábado, 30 de dezembro de 2017, Messias Targino se despediu de um de seus mais ilustres moradores. Aos 98 anos de idade, morreu na sexta-feira, 29 de dezembro, o senhor Juvenal Guilherme de França.

Juvenal, que chegou a Messias Targino vindo da Paraíba, foi agricultor, ferreiro, pedreiro e mestre de obras. Trabalhou, inclusive, na construção de vários açudes no Município de Messias Targino.

Trabalhador rural aposentado, Juvenal trabalhava como artesão, assim o fazendo apesar da idade. Utilizava como matéria-prima, principalmente, o alumínio e o couro, criando a partir delas peças de artes e utensílios para o lar e para as pessoas. A partir do couro fazia cinturão, sandálias e outros itens. Seus produtos eram vendidos sob encomenda e chegavam a outros Estados.

Embora tivesse em Messias Targino muitos filhos e dezenas de netos, ele sempre preferiu morar sozinho. Vivia numa casa simples e cuidava até da própria alimentação.

Em maio de 2015, Juvenal Guilherme foi homenageado pela Câmara Municipal de Messias Targino, em sessão solene da Casa durante os festejos da Emancipação Política do Município, a partir de indicação do vereador Francimar Ferreira da Silva ("Bal"), aprovada por unanimidade dos vereadores messienses.

Os dois últimos dias, porém, foram de tristeza para familiares e amigos de Juvenal Guilherme de França, que teve o corpo velado em sua residência, de onde saiu pela última vez para uma celebração na Capela de Nossa Senhora das Graças e depois para sepultamento no Cemitério Público Municipal.

O sepultamento de Juvenal Guilherme foi marcado por forte emoção dos muitos filhos, netos e bisnetos, de uma referência familiar que já tinha até tataranetos.

Juvenal Guilherme de França foi exemplo de homem justo, trabalhador, temente a Deus, correto no seu agir. Carregou consigo a forte humanidade que anda faltando em muita gente em dias de hoje.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Opinião

De caos e de dignidade

Mais uma vez o Rio Grande do Norte é destaque na grande imprensa do País, inclusive com muito tempo nos jornais das principais redes de televisão. E mais uma vez o destaque nacional se dá por fatos negativos. Da última vez que isso aconteceu, o motivo para tanta aparição na grande mídia foi a crise no sistema prisional potiguar. Agora, a alarmante onda de violência que castiga o povo potiguar o faz voltar ao cenário nacional do jornalismo.

A incompetência singular da gestão do governador Robinson Mesquita de Faria levou o Estado, literalmente, ao caos, à desordem, à barbárie. Logo ele, que durante a sua campanha eleitoral fez duas afirmativas que, dentre outras, ficaram registradas na mente do povo e nos arquivos de mídia: que seria o “governador da segurança” e que no Estado existiam recursos financeiros suficientes, mas o que existia era falta de gestão.

Fazia tempo que não se via um governante potiguar que conseguisse piorar e até paralisar todos os serviços públicos de responsabilidade da Administração Estadual. A cada final de mandato de outros governadores, imaginava-se que o pior havia passado. Mas Robinson nos fez ver, de novo, que não há nada muito ruim que não possa ser piorado.

Não é demais lembrar que as repartições públicas funcionam sem telefonia fixa, pois as linhas foram bloqueadas porque o Estado, gerido pelo senhor Robinson Mesquita de Faria, não pagou as contas à prestadora do serviço. Nesse contexto, as unidades de saúde do Estado, que já não funcionavam a contento, tiveram que funcionar também sem o serviço de telefonia fixa. E então se imagine uma secretaria de Saúde de algum Município tentando fazer uma regulação de atendimento para alguma unidade de saúde do Estado credenciada pelo Sistema Único de Saúde – SUS: um absurdo!

O mais grave, porém, foi a falta de gestão que levou a administração de Robinson Mesquita de Faria a deixar de pagar os salários dos servidores públicos estaduais. Digo deixar de pagar porque o atraso prolongado de pagamento salarial e a falta dele são na prática quase a mesma coisa.

Nem mesmo o apoio do governador Robinson Mesquita de Faria e de seu filho deputado federal Fábio Faria (eleito pelo Rio Grande do Norte mas com presença constante em São Paulo) ao golpe de Estado que levou Michel Temer ao poder central foi capaz de sensibilizar o presidente não-eleito a socorrer o pobre Rio Grande do Norte com aquela prometida ajuda de seiscentos milhões de reais. O dinheiro não veio, mas isso também não pode servir de atenuante da culpa de Robinson pela situação caótica em que se encontra o Estado potiguar.

O problema do atraso ou da falta de pagamento de salários dos servidores estaduais é o mais grave porque atinge fundamentalmente a sobrevivência de milhares de servidores e de seus familiares. Quando não há pagamento de salário para quem trabalha, são as necessidades mais básicas de qualquer ser humano que deixam de ser atendidas, inclusive a de alimentação. Servidor sem salário é servidor sem comida, sem condições mínimas de sobrevivência.

Até pouco tempo, porém, pouco se falava abertamente no assunto, embora o problema atingisse praticamente todos os servidores públicos do Rio Grande do Norte, ativos e inativos, da Administração Direta e da Administração Indireta, e embora vários segmentos de servidores públicos já realizassem movimentos grevistas.

No entanto, outro fato fez o assunto ganhar a notoriedade que sua importância reclama. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militares instituíram a “Operação Segurança com segurança” e, alegando falta de condições de trabalho – verdadeira, que se diga! -, aquartelaram-se, não saíram mais às ruas. A Polícia Civil, de seu turno, entrou no compasso da “Operação Padrão”, e, sob o mesmo argumento da falta de condições de trabalho – fatídico, por sinal – reduziu a sua atividade, ou seu contingente em atividade.

Em Natal, na chamada Grande Natal e em Mossoró, principalmente, o pessoal do outro lado da lei aproveitou o momento para intensificar suas atividades delitivas. O Estado, literalmente, transformou-se numa terra sem lei, sem dono, sem autoridade.

Foi preciso uma paralisação orquestrada das forças de segurança pública para se enxergar o tamanho do problema. Foi necessário um movimento dessa envergadura para se compreender que trabalhador não vive sem salário.

O movimento também serviu para que se atente para outra realidade: saúde, educação, assistência social e outras políticas públicas são essenciais, mas segurança pública é ainda mais fundamental, porque há muitos séculos a humanidade (ou a maior parte dela) se desacostumou a viver em meio à barbárie. Por mais desumanos que tenhamos nos tornado, precisamos que o braço firme do Estado delimite nossas ações e também nos proteja.

Nesse cenário de falta absoluta de segurança, a violência saiu dos grotões e já atinge aquela camada mais alta da sociedade. Deputados, prefeitos, desembargador e outros distintos cidadãos, além de grandes empresas, têm sido alvo da ação de meliantes. O terror, parece, chegou para todos. Assim como a Polícia, estamos todos aquartelados em nossas residências, reféns do medo e da irresponsabilidade de um governo que começou sem prumo e caminhará sem prumo até o final.

E aqui faço, sem ter sido solicitado, uma defesa dos agentes de segurança pública que, mesmo deixando a sociedade potiguar entregue à própria sorte, responderam à ação desastrosa e desrespeitosa do governo de Robinson Mesquita de Faria com uma atitude tão extrema. Quando o trabalhador já não consegue sobreviver com dignidade, ou ele abaixa a cabeça e espera a morte chegar, ou adota uma medida extremada para reivindicar seus direitos. Foi o caso!

Infelizmente, porém, toda a problemática que envolve negativamente o povo norte-rio-grandense parece ainda não ser suficiente para que se levantem, bradem e ajam aqueles que poderiam e deveriam fazê-lo.

Mesmo com a iniciativa privada sendo profundamente castigada, suas entidades representativas se mantêm inertes. Nada cobram, nada reivindicam. Manifestaram-se mais efusivamente a favor da Reforma Trabalhista do que diante da violência que seus associados e representados sofrem agora.

Mesmo diante de tudo isso, o que se vê aqui e ali são algumas notas de entidades que em verdade poderiam fazer mais.

Nossos deputados estaduais, a quem também cabe o controle das atividades do Poder Executivo, parece que ainda não entenderam a gravidade do problema. Assistem, passivos. Já não estaria na hora de se investigar minimamente o governo de Robinson Faria? Ou vamos apenas aceitar a afirmativa de que o dinheiro acabou? Pode ser que sim, mas custa investigar?

E, nós, o povo, maior prejudicado pela falta de políticas do senhor Robinson Mesquita de Faria, vamos continuar apenas sofrendo os efeitos maléficos de seu desastre administrativo, ou vamos às ruas protestar?

Olhamos ao lado, e vemos nossos vizinhos da Paraíba, do Ceará e do Maranhão em situações bem melhores. Nesses Estados, os servidores recebem em dia e os serviços públicos funcionam dentro de uma normalidade bem razoável. Na área de segurança pública, então, Paraíba e Ceará estão há anos-luz melhores que nós da terra dos potiguaras.

Do jeito que vai, o pior dos cenários só seria alcançado se o governador Robinson Faria, campeão em troca de secretários e auxiliares, trouxesse para junto de si a ex-prefeita de Natal, Micarla de Sousa.

No mais, resta-nos rezar e pedir a proteção de Deus, porque, a depender de ações do senhor Robinson Mesquita de Faria, estamos num beco sem saída.

Alcimar Antônio de Souza

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Benefício

Município recebe ambulância

Esta quinta-feira, 28 de dezembro, foi de festa para a prefeita de Messias Targino, Shirley Ferreira Targino e para o próprio Município. Mais um importante benefício foi adquirido para servir ao povo messiense.

Em Parnamirim, no Parque de Exposições Aristófanes Fernandes, a prefeita Shirley recebeu uma ambulância novinha para servir à saúde do seu povo.

O veículo foi fruto de emenda ao Orçamento Geral do Estado - OGE apresentada pelo deputado estadual George Soares (PR).

Por acordo realizado entre os parlamentares e o Poder Executivo, cada deputado estadual emendou o OGE com a indicação de ambulâncias para três Municípios diferentes do Rio Grande do Norte. No caso do deputado George Soares, ele fez as doações para Messias Targino, Itajá e Assu.

O novo veículo, que já está a serviço da saúde de Messias Targino, teve custo de R$ 64.700,00 (sessenta e quatro mil e setecentos reais).

Nesta mesma quinta-feira, a prefeita Shirley trouxe a nova ambulância para o Município, colocando-a à disposição da rede municipal de saúde.

Do Blog do Campelo

Presidente da AMORN repudia calote do Governo Federal aos municípios

O Presidente da Associação dos Municípios do Oeste do RN (AMORN), Rivelino Câmara, emitiu nota repudiando O CALOTE DADO PELO GOVERNO FEDERAL, em relação ao não repasse de recursos financeiros para o enfrentamento da crise que assola os municípios de todo o país. "Repudiamos a falta de compromisso do governo federal para com todos os prefeitos que tem enfrentado uma crise jamais vista em toda a história contemporânea, disse Rivelino.

Vale lembrar que o prefeito de Patu participou ainda no mês de novembro da Mobilização dos Prefeitos em Brasília, onde o presidente Michel Temer garantiu a liberação de recursos importantes para os municípios. O que não aconteceu. "O Governo Federal de último momento, alegou que os recursos não podem serem transferidos via Medida Provisória (MP), e só deverão ser liberados após o retorno do Congresso Nacional, via Projeto de Lei, o que é lamentável, pois impossibilita principalmente os pequenos e médios municípios de reorganizarem as suas finanças", disse

A AMORN repudia a tamanha falta de respeito da UNIÃO e reafirma o seu compromisso de buscar meios e parcerias para viabilizar melhorias para os municípios integrantes da associação.

Fonte: www.blogdocampelo.com

domingo, 24 de dezembro de 2017

Reflexão de Natal

Finalmente encontramos Jesus

A data é marcante: já se vão dois mil e dezessete anos desde o nascimento de Jesus Cristo, o filho de Deus. É o maior aniversário de todos os que passaram pela terra. Para nós, cristãos, tem significado especial, único, de relevância sem medida.

Em razão da data, lembramos que precisamos melhorar enquanto pessoas, seres humanos, cristãos. Apressamo-nos em enviar mensagens e desejar a todos um Feliz Natal. Em tempos de redes sociais virtuais, até padronizamos a mensagem e num clique a remetemos para dezenas ou centenas de contatos.

De fato, precisamos desse dia, de nascimento do Menino Jesus, para lembrarmos mais firmemente que Ele existe, que seus ensinamentos ainda deveriam estar em vigor.

No resto do ano, em geral voltamos a nossa atenção para preocupações diversas, para assuntos que nem têm tanta importância assim.

Guiados por uma grande mídia deformadora de opinião e desvirtuadora de valores, aos poucos vamos perdendo nossa humanidade e até parece que nos tornamos robôs, pois costumamos praticar ações em série, iguais às de milhares de pessoas. Quando se fala de consumismo desenfreado, então, somos praticamente iguais.

Ao longo do ano, Jesus passou ao nosso lado em diferentes formas, à sombra de irmãos aflitos, desesperados, muitas vezes sem ter o básico para viverem. Não o vimos.

Ele esteve presente naquela conversa familiar ou entre amigos em que poderíamos ter dado uma melhor contribuição para um desfecho saudável. Também o ignoramos.

O Filho de Deus dividiu os campos de miseráveis que fogem das guerras e da fome em todas as partes do mundo. O problema não é nosso, nem de nossos “irmãos” que já moram nas áreas que seriam o destino desses migrantes. Ninguém os quer. Assim fazendo, também não querem Jesus.

No conforto do lar, de frente à televisão, fazemos até torcida em meio às loucuras dos líderes políticos da Coreia do Norte e dos Estados Unidos da América. Esboçamos um tremular de bandeira em favor de um dos dois estúpidos presidentes. E nem lembramos que por trás dessa possível guerra, motivada pela atitude de dois egocêntricos líderes, muitos inocentes morrerão. Mas a morte não combina com Jesus, que morreu para nos dar vida, e vida em abundância.

Vemos pertinho a droga dizimar o futuro, a saúde e até a vida de milhares de jovens. Ficamos inertes. Até nos acostumamos a dizer, já em bordão, quando a imprensa noticia que a vítima de assassinato era envolvida com drogas: “um a menos”.

Continuamos a tolerar, como se fosse normal, o preconceito de raça expressado por pessoas que se acham melhores do que outras porque são brancas e têm dinheiro. Lembramos que quando Jesus se fez homem e habitou entre nós, escolheu nascer numa etnia que não é branca, nem tem olhos azuis.

Passamos o ano indiferente a tudo o que nos possa tirar da nossa zona de conforto. O problema dos irmãos não é nosso.

Finalmente, passados mais de vinte dias do último mês do ano, lembramos que precisamos encontrar Jesus Cristo, que ainda sofre a concorrência da figura comercial do Papai Noel, o maior garoto propaganda de uma sociedade capitalista e consumidora.

Agora, sim, olhamos o presépio e podemos constatar que Jesus Cristo foi nascer na periferia de Belém, numa manjedoura, dentro de um estábulo. O Príncipe da Paz esbanjou humildade desde o nascimento.

Agora, sim, finalmente encontramos Jesus. E então repetimos seus ensinamos a muitos, na forma de desejos de paz, saúde, felicidade, amor.

Quão bom seria se Dele não esquecêssemos pelo resto do ano que está por vir; que realmente conseguíssemos ser um pouco mais cristãos, mais humanos, fazendo exatamente aquilo que nos foi ordenado: amar a Deus sobre a todas as coisas e amar ao próximo como a nós mesmos!

De toda sorte, Feliz Natal!

Alcimar Antônio de Souza